sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Escrever...

Enquanto houver uma música, escreverei
Enquanto lembrar, escreverei
Enquanto sonhar, escreverei
Escrever: rabiscos de meus pensamentos
Contando sentimentos
Repartindo meus desejos
Enquanto estiver viva, escreverei
Pra você, pra mim, pra quem tiver um tempo de ler...
Escreverei até não haver mais músicas, ou me acabar a vida...

Catarina Omundo Ago-2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bondade...




A bondade é inapta do Ser, independe de idade, raça ou credo...
Não se vale de Reis, Rainhas, Plebeus, ou Meretrizes...
Vem da alma, do brilho dos olhos, da gentileza das palavras...

Vem com um sorriso, de cara lavada...
De um abraço apertado ou folgado, um carinho
Ou de um beijo estalado, com gostinho de framboesa...

E viva a bondade, que não tem tempo...
Não precisa de espaço...
Só precisa que você a distribua para quem está ao seu lado

Catarina Omundo Maio-2009

Te amo!



Eu te amo!
E nada posso fazer a respeito.
Não posso mais me enganar, não consigo esquecer.
Já tentei de todas as formas que conhecia, e até as que inventei.
Mas nada tira você do meu pensamento e de meu coração.
São tantos dias e noites pensando, sentindo, chorando.
Tentativas vãs para esquecer, e nada de te perder no mar ou no ar.
Você criou raízes tão profundas que não há ferramenta disponível para tirar-te de mim
Desisti de tentar, e aceitar que não sei como deixar de te amar.

Catarina Omundo Maio-2011

Qual prefere?




Qual poesia prefere?
As que mostram fases...
Que, mesclam faces...
Ou as que se desfazem?

Uma poesia singela?
Tão bela como uma donzela...
E que mostre apenas o que é belo...
Mas que no fundo é austera?

Poesia melancólica?
Que perturba até o mais sorumbático...
E embriaga até mesmo os bucólicos...
Mas que no fundo é apenas verdadeira.

Perdidos...




Éramos dois balões perdidos no céu...
Por duas crianças que choravam ao perceber seu descuido...
Estávamos ao léu...
Eu Rosa, você azul...

Fiozinhos balançando ao vento...
De repente nos cruzamos...
Um pequeno nozinho no céu...
E nosso destino, para sempre se uniu


Catarina Omundo Maio-2011

Estrela


Era uma vez uma estrela que brilhava tanto...
Sua luz era infindável...
Linda, assim como o lilás misturado ao prateado...

Via-se de longe, e todos os olhos brilhavam...
Mas ela foi ficando triste...
E aos poucos, sozinha...

Sua luz, aos poucos perdeu a prata, depois o lilás...
Até que um dia, não brilhava mais...
Perdeu seu brilho, e eu, nunca mais a vi...

Catarina Omundo Maio-2011

Brincar!

Vou brincar de ser eu mesma
Esconder-me em teu coração
Brincar de pega-pega com teus pensamentos
Vou sorrir pra toda gente...

Correr, como corre uma criança...
Dizer coisas que não deveria...
Jogar água em meus amigos...
Vou sorrir sem medo de ser feliz...

E quando estiver cansada...
Dar-te-ei um beijo inocente...
E voltarei pra casa contente...

E mesmo por pouco tempo...
Sentir a liberdade de ser eu mesma


Catarina Omundo Maio-2011

Brisa...




Cadê a brisa que batia em meu rosto...
Tão calmamente que nem percebia...
Como um carinho...

De repente se fez vento e meus cabelos rebelaram-se...
Assustou-me, obrigou-me a abrigar-me...
Escondida,ouvindo de longe...
O Som do Vento passando...
E com ele levando pra longe meus sonhos.

Catarina Omundo Dez-2010

Loucura...

Algo novo...
De repente uma palavra, um sorriso...
E lá se vai à solidão...
Pelo menos por instantes.

De novo...
Pensamentos vibrantes...
Ações instintivas...
Curiosidade revigorada...

E assim passam-se minutos...
E não penso, sorrio...
Lágrimas vão embora...
Por instantes...

Conduzo a conversa...
Ouço sua voz...
Loucura eu sei...

Imagino ser você...
Ali, quis que fosse você...
Mas não, não era você...

Estarei enlouquecendo...
Não me importo...
É só ter você junto comigo...
Em minha loucura

Catarina Omundo - Dez-2010

Poesia...


E a poesia onde está...
Está escondida nas folhas...
Ou presa no solo...

Estará entre as mechas de seu cabelo...
Na maciez de suas mãos...
No sorriso singelo com que me recebes...

A poesia deve estar dentro de mim...
Refletida em você...
Esperando um papel e uma caneta...

Pra virar um poema


Catarina Omundo - Dez-2010

Lugar Comum...

Meus olhos querem se fechar
Sentem sono, querem adormecer
Não querem nem mais sonhar
Buscam a vastidão do nada, do lugar nenhum

Querem fugir do lugar comum, do lugar que os faz sofrer
Querem esquecer, entrar na escuridão e dormir
Profundamente, sem ruídos, apelo, solidão
Querem o esquecimento e nada mais



Catarina Omundo - dez-2010

Enfim...




Lua de papel
Com cheiro de Jasmim
De versos escritos em mel
Pra quem sabe assim,
Encontrar-te enfim!




Catarina Omundo - Dez-2010


Fada apaixonada...

sugestão...leia essa poesia escutando a música:




Sou uma fada encantada e muito encrencada
Apaixonei-me pelo meu anjo da guarda
Que nem sonha com tamanha trapalhada

Meus olhos brilham, mas não de feitiço
Meu sorriso é espontâneo, e não é poção mágica
Voo alto..., sem pó de pirlimpimpim

É amor, contido na mais pura emoção
Amor de fada, fadado a solidão
Amor encantado por quem não pode ser amado

Catarina Omundo - 2010